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Tenho sonhos adolescentes / Mas as costas doem / Sou jovem pra ser velha / E velha pra ser jovem. É no espírito de seriedade descontraída da faixa Aquela dos 30 que a cantora Sandy volta à Capital neste fim de semana para show no Teatro Bourbon Country (Túlio de Rose, 80). A apresentação acontece a partir das 20h do domingo, com entradas por valores entre R$ 80,00 e R$ 180,00. Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria local, pelo call center 4003-1212 ou através do telefone (51) 8401-0555.
Seis anos após encerrar a carreira com o irmão Júnior, a artista vem a Porto Alegre para divulgar o álbum Sim, o segundo disco de sua trajetória solo. Em entrevista, Sandy fala sobre o novo álbum, o momento que vive e de planos para o futuro.

JC Viver – Você lançou um EP com cinco músicas no ano passado e um CD mais completo. Por que esse processo?

Sandy – Quando estava fazendo a pré-produção do meu segundo disco solo, junto com meu marido [e produtor musical], cinco músicas ficaram prontas. Quis dividir aquilo com o público… E tinha Aquela dos 30. Se esperasse o disco ficar pronto, eu já ia ter feito 30 anos. Então aproveitei essa liberdade de hoje em dia de não ter uma forma muito cartesiana para se seguir.

Viver – E o quão autobiográfica é Aquela dos 30?

Sandy – É bem autobiográfica. Na verdade, totalmente. Fiz um poema pensando só nessa fase da minha vida e meio que desabafando sobre as coisas que estavam passando pela minha cabeça e coração – sentimentos todos muito confusos. Mas depois fui ver que estava encarando aquilo até que de uma maneira bem-humorada. Chamei meu marido para me ajudar a compor e queria algo alegre. Deu certo. Ficou totalmente autobiográfica, bem à maneira que encarei a chegada dos meus 30 anos.

Viver – E como as outras canções dessa fase dialogam com Manuscrito (2010)?

Sandy – Considero uma continuação daquilo que comecei com o Manuscrito, é uma evolução daquilo, acho. Estou mais velha, mais segura do meu caminho, mais madura sobre meu novo som, meu caminho artístico atual. Sei mais quem sou como artista e pessoa. O disco Sim é totalmente um reflexo dessa fase, de um momento mais estabelecido na carreira.

Viver – E você continua estudando música?

Sandy – Não. Estava estudando piano há uns anos, mas agora não tenho feito aula. De vez em quando toco um pouquinho ou sento ao piano para compor alguma coisa, mas de maneira informal. Infelizmente está um pouco difícil de colocar na rotina.

Viver – Você está dando um espaço maior entre os shows…

Sandy – No caso dos shows, sim. Todo artista faz muita divulgação, projetinhos aqui e ali. Mas os shows estão mais espaçados do que na época do meu irmão, e acho isso ótimo, porque hoje em dia aproveito muito mais a minha vida do que antes (risos). Não sinto falta daquilo, tenho um ritmo diferente hoje.

Viver – Nesse disco novo, só a faixa-título é uma parceria com Júnior. Foi uma escolha para se distanciar ainda mais do trabalho da dupla?

Sandy – Foi por acaso, a gente não compõe muito junto. No Manuscrito, acho que tenho três músicas em parceria com ele, mas porque foram compostas ao longo de mais tempo – eu tinha músicas desde 2006, 2007. Preparei esse disco em bem menos de um ano. Mas é sempre um processo muito natural, vou compondo e gravando o que dá vontade.

Viver – Já são seis anos desde o fim da dupla. O público e a crítica já entenderam que hoje você mantém uma carreira à parte da que teve com ele?

Sandy – Já. Quem está atento ao meu trabalho ou me acompanha de alguma maneira já não tem a menor dúvida (risos). Mas tenho muitos fãs da época da dupla. Pedem para eu cantar músicas de Sandy & Júnior, fazem alguma homenagem ou começam a cantar à capela sozinhos no show. Aí vou junto. E está tudo bem, porque realmente foram 17 anos ao lado do meu irmão e não quero apagar essa história.

Viver – Paralelamente, você ainda está no filme Quando eu era vivo, dirigido por Marco Dutra e com Antônio Fagundes no elenco. Como foi participar deste projeto? O cinema é algo que planeja levar adiante?

Sandy – Foram só três semanas de filmagens, mas aprendi demais. Amei fazer esse filme, foi divertidíssimo fazer um filme de terror. É para 31 de janeiro o lançamento. E entrar em contato com meu lado de atriz só me dá mais vontade de fazer isso mais, de atuar mais. É uma paixão enorme, não sei como posso tê-la deixado tanto tempo de lado. Até eu fazer aquela participação em As brasileiras no ano passado, fiquei oito anos sem atuar. Agora abri essa portinha de novo e espero que ela não se feche mais.



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