No dicionário, a palavra Diva significa deusa, mulher formosa, cantora celébre. O termo foi exaustivamente usado nas últimas semanas nas propagandas do Chevrollet Hall, para anunciar os shows de Luiza Possi e Sandy. Defini-las como as divas da Música Brasileira é um pouco de exagero, embora elas tenham construído carreiras de sucesso e sejam donas de inúmeros “hits” nas rádios pelo Brasil afora. Vamos combinar que as meninas são muito jovens e ainda têm muita música pra gravar e muito palco pra cantar, ou seja, muita estrada pra percorrer. Classificá-las como divas é prematuro, mas para os seis mil pagantes que estiveram na noite desta sexta à noite, na casa de shows, a definição combina bem com as moças. “Eu cresci ouvindo a Sandy, ela é linda, é tudo pra mim”, declarava, ofegante, o estudante Augusto Ramos, 22 anos, de camisa estampada com a foto da cantora. “Quando ela relembrar as músicas da época de Sandy e Júnior vou me acabar de chorar”, dizia a também estudante Tamires Lopes, 20.

Foi Luiza Possi que abriu a noite, às 22h20, cantando “Portão”, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, numa pegada mais rock and roll. Depois emendou com “Tudo que há de bom”, tema da novela “Senhora do Destino” e empolgou a platéia. Simpática, vestida com uma blusa estampada e uma minissaia provocante, “existe saia curta, muito curta e essa minha saia”, a cantora apresentou a banda e fez uma apresentação pontuada por músicas dela e versões de outros artistas como “Desculpe o auê” (Rita Lee), “Não aprendi dizer adeus” (Leandro e Leonardo) numa interpretação delicada ao violão e “Folhetim” (Chico Buarque).

Num momento intimista, Luiza interpretou “Eu espero” e “Seu Nome” e falou da relação especial que tem com o Recife, “cidade que adora e tem vários amigos. Terminou a apresentação cantando “Azul”, de Djavan, aplaudida, merecidamente, de pé pelo público.

Meia noite e dez e Sandy entra em cena cantando “Pés Cansados”, de autoria dela. O Show tem uma produção bem cuidada com cenário retrô de Zeca Ratu e iluminação do badalado Maneco Quinderê. Em uma hora e meia de apresentação ela mistura músicas do disco solo “Manuscrito”, com covers de Marisa Monte (“Beija Eu”), Renato Russo (“Por Enquanto”), Lulu Santos (“Casa”).

Sandy

Sandy

Também fez versões de músicas internacionais como “Put your records on”, de Corinne Bailey Rae, “Black Horse & The Cherry Tree” de KT Tunstall e uma estranha, bem estranha interpretação para “Wonderwall”, do Oasis. Da época que cantava com o irmão Júnior puxou uma capela improvisada de “inesquecível”, que não estava no roteiro e foi acompanhada pela platéia soltando balões vermelhos e “Quando você passa”.

Sandy fez questão de frisar que o Recife foi a primeira cidade do Nordeste a receber a turnê “Manuscrito”. E registrou também que foi aqui, que pela primeira vez, o show teria uma participação especial, “Vou homenagear um conterrâneo de vocês e aproveito para chamar a Luiza Possi”, disse Sandy ao convidar a cantora para subir ao palco e cantar “Hoje eu quero sair só”, de Lenine. Um dueto que não foi ensaiado, segundo elas, mas que funcionou muito bem no palco.



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